domingo, 21 de outubro de 2007

Amizade é


Um amigo é
alguém que
conhece a canção
do seu coração
e pode cantá-la
quando você tiver
Esquecido a letra

(Não conheço o autor desta reflexão, eu li estas palavras num cartão de uma cooperativa. Logo que eu li me apaixonei pelas palavras. A minha identificação com elas é total. Amizade para mim é isto, sím.)

sábado, 13 de outubro de 2007

nicolas, manoela e as borboletas

uma linda poesia do meu amigo nicolas para minha também amiga manoela afonso. ele poeta, ela artista plástica. um beijo aos dois com saudade.


sim foi a mão do criador
que gravou o desenho da borboleta
que é brasília
no chão do cerrado
terra vermelha
pele do planeta

sim foi a mão criativa de manoela afonso
que gravou a borboleta
que é brasília no plano do sonho
textura frágil da imaginação
superfície do inconsciente

nicolas behr

sábado, 29 de setembro de 2007

Mais Rudolf Steiner

"NOSSO OBJETIVO MAIS ELEVADO DEVE SER O DE DESENVOLVER SERES HUMANOS LIVRES, CAPAZES DE IMPRIMIR POR SÍ PRÓPRIOS, PROPÓSITOS E DIREÇÃO ÀS SUAS VIDAS"

Mesmo antes de conhecer o pouco que eu sei sobre Rudolf Steiner, eu tinha este propósito em educar os meus filhos: ajudá-los a se tornar ciraturas livres, capazes de pensar e raciocinar por eles mesmos. Tenho horror da globalização das idéias e atitudes, do senso comum, da mesmice. Sempre fui atrás do que eu achava que é ser livre: ser nós mesmos. Uma tarefa nada fácil ...

domingo, 23 de setembro de 2007

Starry starry night


Quando escutava esta música, eu era pouco mais do que uma criança (hoje se diria pré-adolescente...) e já gostava. Os anos passaram e continuei gostando mas raramente tinha ocasião de escutar. Depois comecei a apreciar a arte, conheci a obra de Van Gogh...me casei com um artista...hoje encontrei o texto completo na internet, por acaso. Quero deixá-la registrada aqui para nunca mais perdé-la e perder a ocasião de saboreá-la e fechando os olhos, imaginar um céu estrelado como o que conheci em S. Jorge, na época que este lugar representava o paraíso.

Vincent
(Don Mclean)

Starry, starry night
Paint your palette blue and gray
Look out on a summer's day
With eyes that know the darkness in my soul
Shadows on the hills
Sketch the trees and the daffodils
Catch the breeze and the winter chills
In colors on the snowy linen land
Now I understand what you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
How you tried to set them free
They would not listen, they did not know how
Perhaps they'll listen now
Starry, starry night
Flaming flowers that brightly blaze
Swirling clouds in violet haze
Reflect in Vincent's eyes of china blue
Colors changing hue
Morning fields of amber grain
Weathered faces lined in pain
Are soothed beneath the artist's loving hand
For they could not love you
But still your love was true
And when no hope was left inside
On that starry, starry night
You took your life as lovers often do
But I could have told you, Vincent
This world was never meant
For one as beautiful as you(...)

sábado, 22 de setembro de 2007

comentários

Querendo comentar e não conseguindo , como aconteceu a uma amiga, por favor, escrevam para francescaromana99@yahoo.com, dando ou negando o consentimento para eu colocar aqui seu comentário....espero vocês! bjsssssss

Liberdade


"A natureza faz do homem um ser natural;
A sociedade faz dele um ser social,
Somente o homem é capaz de fazer de si um ser livre."

(Rudolf Steiner)

* * * *
Mais leio, mais gosto. Infelizmente tenho pouco tempo para ler e pesquisar e os meus conhecimentos sobre Rudolf Steiner e a pedagogia Waldorf ainda são superficias...rudimentais. Vai chegar a hora de eu poder-me aprofundar no pensamento antroposófico e vamos conversar mais, tá legal?

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Forjando a armadura

A armadura...a mascara...fica tudo igual para não correr o risco de viver o nosso "ser" puro e iluminado. Quanta verdade nestas palavras! Leiam e fiquem em silêncio, escutando apenas o seu coração: com certeza ele terá algo importante para lhes dizer....

Forjando a armadura



Nego submeter-me ao medo,
que tira a alegria de minha liberdade,
que não me deixa arriscar nada,
que me torna pequena e mesquinha,
que me amarra,
que não me deixa ser direta e franca,

que me persegue,
que ocupa negativamente
a minha imaginação,

que sempre pinta visões sombrias.
No entanto,
não quero levantar barricadas
por medo do medo.

Eu quero viver,
não quero encerrar-me.

Não quero ser amigável
por medo de ser sincera.

Quero ser firme porque estou segura.

E não porque encobri meu medo.
E quando me calo, quero fazê-lo por amor.

E não por temer as conseqüências
de minhas palavras.

Não quero acreditar em algo
só por medo de acreditar.

Não quero filosofar por medo
de que algo possa atingir-me de perto.

Não quero dobrar-me só porque
tenho medo de não ser amável.

Não quero impor algo aos outros,
pelo medo de que possam impor algo a mim.

Por medo de errar não quero tornar-me inativa.
Não quero fugir de volta para o velho,
o inaceitável,
por medo de não me sentir segura no novo.

Por convicção e amor, quero fazer o que faço
e deixar de fazer o que deixo de fazer.

Do medo quero arrancar o domínio
e dá-lo ao amor.

E quero crer no reino
que existe em mim.


(Rudolf Steiner)



domingo, 2 de setembro de 2007

poesia....

"O mais perfeito dos sons humanos é a palavra. A poesia é a forma mais perfeita da palavra"


(Han Yu, 768-824).





Vocês querem algo mais simples e verdadeiro?



domingo, 26 de agosto de 2007

MIOLO DE POTE da cacimba de beber

Do livro "Miolo de pote da cacimba de beber" de Lília Diniz com ilustrações da minha amiga Manoela

A dor da germinação
"a dor que deveras sente" (Fernando Pessoa)


Plantar versos
pode parecer fácil, sentir a poesia germinar nem tanto...
Na boca de quem a sente
o que resta é um
gosto de guariroba,
no corpo a dor de quem pariu, na alma um pranto, por fim um desejo
de ser novamente
fecundado
não importando a dor


Afogada

Naufraga no açude
dos teus beijos
pesco estrelas
no céu da tua boca


Comentário

Uma amiga escreveu um comentário interessante sobre um dos tópicos sobre Gibran. Deixo aqui para poder receber mais comentários....sobre este comentário:

Também eu tenho os versos de Kahlil em mente, quando alguma situação (minha ou de alguém) os evoca,
MAS...
Reconheço que A VIDA e, portanto, nós, é metamórfica...
DAÍ...
O que nos pareceu (passado) de uma forma, terá de ser revisto (periodicamente), pelas metamofoses que se fizeram,
ENTÃO... então...
À exceção das VERDADES ETERNAS: Vida/Morte -
As outras (verdades) ... se metamorfoseiam e trazem em si novos códigos,
Os quais precisam se adaptar aos NOVOS TEMPOS.

A isto chamo RENOVAÇÃO - A Nova Ação da Antiga Ação.
Manter irretocável o Antigo é Fixar-se...
O que pode ser uma escolha. Provavelmente necessária...

A VIDA
EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES
NECESSITA PERIODICAMENTE SER
RE-VISTA

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Faxina da Alma

Peço desculpa voltar falar neste assunto mas como posso esquecer do meu amado
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE?

feche os olhos, respire fundo e leia, aliás abandone-se, se deixe embalar pelas palavras...se deixe acariciar, seduzir e nunca esqueça: "nós somos o amor"

Não importa onde você parou...Em que momento da vida você cansou...Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...É renovar as esperanças na vida e o mais importante... acreditar em você de novo.Sofreu muito nesse período?Foi aprendizado...Chorou muito?Foi limpeza da alma...Ficou com raiva das pessoas?Foi para perdoá-las um dia...Sentiu-se só por diversas vezes?É porque fechaste a porta até para os anjos...Acreditou que tudo estava perdido?Era o início da tua melhora...Pois é...agora é hora de reiniciar...de pensar na luz...De encontrar prazer nas coisas simples de novo.Um corte de cabelo arrojado...diferente?Um novo curso...ou aquele velho desejo de aprender a pintar...Desenhar...dominar o computador...Ou qualquer outra coisa...Olha quanto desafio...quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.Está se sentindo sozinho?Besteira...tem tanta gente que você afastou com o seu "período deisolamento"...
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.Quando nos trancamos na tristeza...Nem nós mesmos nos suportamos... ficamos horríveis...O mau humor vai comendo nosso fígado... até a boca fica amarga.Recomeçar...hoje é um bom dia para começar novos desafios.Onde você quer chegar? Vá alto...sonhe alto...Queira o melhor do melhor..Queira coisas boas para a vida...Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos...Se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos...Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor...O melhor vai se instalar na nossa vida.E é hoje o dia da faxina mental...Joga fora tudo que te prende ao passado... ao mundinho de coisas tristes...Fotos. peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema..Bilhetes de viagens... e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados... jogue tudo fora...Mas, principalmente, esvazie seu coração..Fique pronto para a vida... para um novo amor...Lembre-se somos apaixonáveis...Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
Afinal de contas, nós somos o "amor"!
(Faxina da Alma - Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 19 de agosto de 2007

Vivendo

"Vivendo e aprendendo e jogando e amando e melhorando...................."
Esta é uma citação de um amigo muito querido. Gostei muito e, por isto, escrevi aqui. Ele estava pensando na sua própria vida. Mas expressou também como estou me sentindo neste periodo.
A vida é aprendizado sem fim...é jogo: nunca mais esquecerei a menina que existe em mim. Mas nunca vou brincar com os sentimentos, sobretudo com os sentimentos dos outros.
Mas sobretudo é A M O R
amor pelo ser humano
amor pela natureza
amor pelas crianças
amor pelos meus amores
amor pela vida

sábado, 18 de agosto de 2007

A vida...?


ASSIM EU VEJO A VIDA


A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro mas deixou seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
Dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes.
Aceitei contradições.
Lutas e perdas como lições de vida
E delas me sirvo.
Aprendi a viver

(Cora Coralina)

domingo, 12 de agosto de 2007

Robert Frost

".......
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference."

(The Road Not Taken)

Estas palavras são os três últimos versos de um autor americano, Robert Frost, de quem eu não conheço muito a obra... mas o pouco que conheço...me encanta!! Este caminho "less travelled by", por exemplo tem muito a ver comigo...quem me conhece acho que vai concordar...
Vai mais uma:


"There's none less free than who
Does nothing and has nothing else to do
Being free only for what is not to his mind
And nothing is to his mind."
(não conheço o título, que pena!)

Vou ler mais e vou voltar a escrever sobre ele porque ele merece. Não é?

sábado, 11 de agosto de 2007

Un giorno

Un giorno credi di esser giusto e di essere un grande uomo,
in un altro ti svegli e devi cominciare da zero...
(Edoardo Bennato...non ricordo il titolo della canzone!!)

Reflexão sobre Kahlil Gibran

(Há alguns dias atrás comentei com um amigo e hoje comentei de novo com uma amiga com quem estava chatando....)

Quando era adolescente e me nutriva com estes versos...o meu ponto de observação era o de filha. Uma adolescente com sede de viver, depois de uma educação rígida que queria abafar meu espírito que, ao contrário queria voar livre pelo mundo afora. Queria ser aquela flecha...

Hoje leio estes mesmos versos como mãe e me sinto o próprio arqueiro, me preparando para lançar as flechas.

Meus filhos estão desabrochando como flores e logo serão aquelas flechas.

Hoje reconheço que é dificil ter o papel do arqueiro mas sei que eles vieram ao mundo atráves de mim, não para mim.

Eles são filhos da vida e o lugar deles é o mundo. E eu, no momento oportuno, lançarei as flechas.

Grande Mário!


"A maior dor do vento é não ser colorido."



"Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela."

sábado, 4 de agosto de 2007

Utopia
Caminho dez passos, ela se afasta dez passos.
Corro cem metros, ela se afasta cem metros.
Por mais que eu a persiga, jamais a alcanço.
Então para que serve a utopia?

Serve para isso: para fazer caminhar.
(Eduardo Galeano)

domingo, 22 de julho de 2007

Os Filhos


(Gibran Kahlil Gibran)

(Do Livro "O Profeta")

Uma mulher que carregava o filho nos braços disse:
"Fala-nos dos filhos." E ele falou:

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

(Obs: As partes em negrito são minhas)

sábado, 21 de julho de 2007

you open always petal by petal myself as Spring opens...her first rose

sempre amei o poema de e.e.cummings que acabei de postar e sobretudo:
your slightest look will easily unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully,mysteriously)her first rose.
e mais:
(i do not know what it is about you that closes
and opens;only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody,not even the rain,has such small hands

t
alvez porque sempre acreditei no poder do olhar, no olhar que fala de nós, apesar de nos não querermos, apesar de nós trancarmos e escondermos atrás de muros feitos de não comunicação, de medo um do outro, de solidão, de defesas contra o que nós nos feriu e impede que nós expandimos o nosso ser...

nobody,not even the rain,has such small hands

e.e.cummings

somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience,your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near

your slightest look will easily unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully,mysteriously)her first rose

or if your wish be to close me, i and
my life will shut very beautifully ,suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;

nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility:whose texture
compels me with the color of its countries,
rendering death and forever with each breathing

(i do not know what it is about you that closes
and opens;only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody,not even the rain,has such small hands

sexta-feira, 20 de julho de 2007

O poeta é um fingidor


O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

Fernando Pessoa