quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Forjando a armadura

A armadura...a mascara...fica tudo igual para não correr o risco de viver o nosso "ser" puro e iluminado. Quanta verdade nestas palavras! Leiam e fiquem em silêncio, escutando apenas o seu coração: com certeza ele terá algo importante para lhes dizer....

Forjando a armadura



Nego submeter-me ao medo,
que tira a alegria de minha liberdade,
que não me deixa arriscar nada,
que me torna pequena e mesquinha,
que me amarra,
que não me deixa ser direta e franca,

que me persegue,
que ocupa negativamente
a minha imaginação,

que sempre pinta visões sombrias.
No entanto,
não quero levantar barricadas
por medo do medo.

Eu quero viver,
não quero encerrar-me.

Não quero ser amigável
por medo de ser sincera.

Quero ser firme porque estou segura.

E não porque encobri meu medo.
E quando me calo, quero fazê-lo por amor.

E não por temer as conseqüências
de minhas palavras.

Não quero acreditar em algo
só por medo de acreditar.

Não quero filosofar por medo
de que algo possa atingir-me de perto.

Não quero dobrar-me só porque
tenho medo de não ser amável.

Não quero impor algo aos outros,
pelo medo de que possam impor algo a mim.

Por medo de errar não quero tornar-me inativa.
Não quero fugir de volta para o velho,
o inaceitável,
por medo de não me sentir segura no novo.

Por convicção e amor, quero fazer o que faço
e deixar de fazer o que deixo de fazer.

Do medo quero arrancar o domínio
e dá-lo ao amor.

E quero crer no reino
que existe em mim.


(Rudolf Steiner)



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